DOENÇAS DO CORAÇÃO
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Hipertensão Arterial |
Angina do Peito e |
Dislipidemias |
A hipertensão ou pressão alta é uma doença que ataca os vasos,
coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins.
Você sabia que 30% dos hipertensos têm entre 20 e 40 anos? E o que é ainda mais alarmante: 50% das pessoas hipertensas não sabem que têm tal característica.
Anualmente, 300 mil pessoas morrem em consequência de doenças cardiovasculares, e a hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para isto. As perguntas mais comumente feitas à respeito da hipertensão são as seguintes:
A hipertensão (pressão alta) tem cura?
Na maior parte dos casos ainda não tem cura mas tem tratamento e que quando feito adequadamente a pessoa pode ter uma vida normal.
Quem tem maiores chances de ter pressão alta
(hipertensão)?
Ela pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em adultos e idosos. Além disto, há fatores que devem ser considerados:
- É mais frequente na raça negra;
- O risco aumenta com a idade;
- É mais observada em homens com até 50 anos e em mulheres de mais de 50 anos;
- Mais comum aos diabéticos;
- O fator hereditário também deve ser observado.
Como é o tratamento?
Conforme o caso, o tratamento pode ser feito com ou sem medicamentos. É importante consultar um médico e não interromper o tratamento após a normalização da pressão arterial, uma vez que ela deve estar sempre sob controle.
Que fatores influenciam os níveis de pressão
arterial ou hipertensão?
- Obesidade: O excesso de peso faz o coração ter que trabalhar mais, o que causa o aumento da pressão. Inclua frutas e verduras no seu dia a dia e evite alimentos gordurosos. Se você precisa emagrecer, consulte um médico ou um nutricionista para orientá-lo em sua dieta;
- Fumo: O cigarro, além de responsável por muitas outras doenças, aumenta os riscos de problemas do coração. Se você tem pressão alta, esses riscos são ainda maiores. Se você fuma, pare de fumar;
- Diabete: Quem é diabético também tem maiores chances de ser hipertenso, portanto, o controle da diabetes e da dieta deve ser rigoroso;
- Colesterol: Ter o nível de colesterol alto, favorece o acúmulo de gorduras nas artérias que levam o sangue ao coração, aumentando os riscos de infarto;
- Álcool: Além de dificultar o tratamento, o consumo de bebidas alcoólicas tende a aumentar a pressão arterial;
- Sal: Consumir sal em excesso (mais de uma colher de chá ao dia) facilita o aumento da pressão arterial. Procure substituí-lo por outros temperos que também dão sabor aos alimentos mas são naturais, como orégano, louro, cebola, etc. Enlatados também contêm muito sal;
- Estresse: Mesmo que não fume, não beba, não seja diabético e tenha uma vida saudável. O estresse pode elevar a pressão arterial. Procure não levar tão a sério os problemas e não se irritar à toa. Diversão é importante: reserve sempre um tempo para fazer o que você gosta ou estar com os amigos. Além de ficar mais feliz, você estará cuidando do seu coração.
Quais são os sintomas?
Este é um problema! Em casos de pressão alta leve e moderada, na maioria das vezes, não há sintomas. Somente quando a pressão sobe muito, ocorre dor no peito, dor de cabeça, tontura, visão embaçada e sangramento nasal.
Ter pressão alta é igual a ter problema do
coração?
Não somente do coração. A pressão alta pode levar ao comprometimento dos vasos de todo o corpo humano, e de outros órgãos como rins e cérebro.
Que alimentos devem ser evitados?
Enlatados, presuntos, mortadela, salsicha, lingüiça, carne de sol, chocolate, maionese, frituras, alimentos muito salgados e refrigerantes normais ou dietéticos.
Exercícios físicos são recomendáveis?
Sim. Atividade física fortalece o seu organismo e relaxa, pois faz com que você se distraia. Além disso, ajuda a reduzir as triglicérides, o colesterol, combater a diabete e a obesidade. Praticando exercícios regularmente (no mínimo 3 vezes por semana) você diminui bastante os riscos de pressão alta. Algumas pessoas até deixam de ser hipertensas apenas com práticas de exercícios. Obs: Se você for caminhar, comece devagar, com caminhadas de 15 a 30 minutos diários de uma vez ou dividido em 3 vezes de 10 minutos ao dia. Mais informações consulte http://prevencao.cardiol.br/hipertensao/
INFARTO DO MIOCÁRDIO
Um infarto é consequência
da falta de oxigênio em determinada área do coração, devido a obstrução
de uma das artérias coronárias, diferente da angina, que ocorre
durante os exercícios devido a diminuição do fluxo sanguíneo para o
coração. Porém, se após um descanso a dor permanecer, é possível
estar tendo um infarto.
Sintomas mais comuns de infarto:
- Dores no peito. A maioria dos
infartados sente de maneira súbita e esmagadora, de forte intensidade e
de longa duração.
- A dor pode irradiar-se para o pescoço, mandíbulas e braço.
Os braços ficam formigando.
- Muitas pessoas sentem falta de ar
durante o infarto do miocárdio, que agrava-se quando elas se deitam. Às
vezes a falta de ar é o único sintoma.
- Náusea, com ou sem vômitos.
- Sudorese abundante.
- Muita ansiedade.
Primeiros socorros:
(Em caso de suspeita de ataque cardíaco, saiba como prestar os
primeiros socorros a uma vítima)
- Administre uma aspirina forte,
de 100 mg ou 325 mg. A aspirina torna o sangue menos espesso, diminuindo
o risco de coágulos.
- Afrouxe as roupas ao redor do
pescoço e peito.
- Mantenha a vítima calma. Se a
pessoa parar de respirar, aplique respiração boca a boca.
- Se não sentir o pulso da vítima,
aplique uma massagem cardíaca (só proceda com esta medida se
souber aplicá-la corretamente).
- Remover imediatamente a vítima, ao
pronto-socorro mais próximo.
DISLIPIDEMIAS
Dislipidemia
é o nome que se dá quando ocorrem alterações dos lipídios
(=gorduras) contidos no sangue.
Estas alterações são importantes uma vez que o fundamento das principais doenças do mundo moderno como o infarto do miocárdio, claudicação, aneurismas e infartos cerebrais, se deve à deposição de lipídios no interior dos vasos sanguíneos (= aterosclerose).
Deste modo uma pessoa que mantém níveis altos destes lipídios,
principalmente se houver outros fatores considerados de risco para a
aterosclerose como a hipertensão ou diabetes não controlados, o
tabagismo, sedentarismo, obesidade, história familiar, corre um alto
risco de desenvolver precocemente e de maneira muito mais grave as doenças
já mencionadas.
De forma resumida existem 3 tipos de lipídios, os que contribuem para
formação da placa de aterosclerose - colesterol LDL e triglicerídeos,
e os que agem de forma contrária, retirando o colesterol - colesterol
HDL. É simples portanto concluir que, quanto mais alto este último
e menor o LDL e triglicérides, menos risco haverá para a
aterosclerose.
A dosagem destes lipídios é feita de maneira simples através de um
exame de sangue em jejum, que segundo o consenso da Sociedade Brasileira
de Cardiologia deverá ser feito em todos os indivíduos acima de 20
anos, sendo antes disso indicada apenas aos indivíduos considerados de
alto risco, como foi explicado anteriormente.
Os valores normais dos lipídios são bastante variáveis de indivíduo
para indivíduo, devendo ser avaliado pelo seu cardiologista a luz de
sua idade, sexo, outros fatores de risco e se já existe ou não
aterosclerose. Por exemplo: um LDL colesterol igual a 160 em uma jovem
de 35 anos tem importância muito menor de que se fosse encontrado em um
senhor tabagista e enfartado de 50 anos.
O tratamento das dislipidemias é baseado principalmente em mudanças de
hábitos de vida, devendo o indivíduo manter uma dieta específica,
combater o sedentarismo através de atividade física regular, e os
demais fatores negativos (quando existentes), como a obesidade, o
tabagismo, o estresse e o diabetes.
A associação (e nunca a substituição) destas medidas com
medicamentos é feita caso haja falha no controle dos níveis de lipídios
ou em outras situações quando, mesmo o indivíduo tendo níveis
normais, acontece um infarto do miocárdio ou cerebral.
Mais informações consulte
http://prevencao.cardiol.br/campanhas/default.asp?id=colesterol




